domingo, 7 de novembro de 2010

Programa do Governo do Estado "RECICLE JÁ BAHIA"





Em 1999 o CCAB Coordenação do Centro Administrativo da Bahia criou o Recicla CAB: Programa de Reciclagem de Papel. Em 2007 ele (o programa) foi rebatizado de Recicle Já Bahia e hoje é aplicado em mais de 83 repartições federais e estaduais situadas em Salvador.

Em 17 de dezembro de 2009, iniciou-se a expansão do Programa Recicle Já Bahia aos órgãos públicos da Região Metropolitana de Salvador - RMS com a inserção da Secretaria da Saúde (SESAU) de São Francisco do Conde.

Com apoio de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca (SEMAAP) e de servidores da SESAU, os cestos azuis foram distribuídos em sete unidades da rede municipal de saúde:

1 - Secretaria Municipal de Saúde (SESAU);

2 - Farmácia Básica;

3 - Centro de Referência de Saúde da Mulher (CRESAM);

4 - Unidade Mista de Saúde Célia Almeida Lima (Hospital);

5 - Vigilância em Saúde;

6 - Posto de Saúde da Família (sede);

7 - Central de Regulação;

Resultados Quantitativos

Nos anos de 2007 a 2009 foram recolhidas pelas oito cooperativas parceiras do Programa, 1.100 toneladas de materiais recicláveis.

A cooperativa CAMAPET foi a que mais recolheu materiais recicláveis das unidades públicas entre janeiro e novembro de 2009, representando 58% de toda a produção. Esse resultado foi possível por ser a única cooperativa que tem caminhão próprio e não depende de terceiros para realizar as coletas programadas.

O CAB continua sendo o principal fornecedor de materiais recicláveis do Programa, representando 50% de toda a produção coletada, como ilustra o gráfico a seguir.

Os papéis e papelões continuam a representar o maior percentual de materiais recolhidos pelo Programa, chegando a 98% do total coletado nos três anos.
Considerando os resultados quantitativos apresentados anteriormente, o Programa apresenta como resultados sócio-ambientais:

- Economia de 5.116 m³ de espaço no aterro Metropolitano Centro;

- Diminuição do corte de 21.740 árvores adultas;

- Economia de 217.400 m³ de água;

- Economia de 128.052 litros de combustível;

- Economia de 2.717.500 kw/h de energia;

- Doação de 1100 toneladas de materiais recicláveis a 08 cooperativas;

Com a ampliação do programa ampliou-se, também, a variedade de resíduos coletados. Hoje temos sob nossa responsabilidade, armazenadas no Horto da SUCAB, aproximadamente 15.000 lâmpadas fluorescentes de descarga queimada e cerca de 17.000 unidades distribuídas nos depósitos de órgãos públicos que participam da coleta seletiva no CAB e em outros bairros de Salvador, totalizando 32.000 unidades aguardando a descaracterização.

O Termo de Cooperação firmado entre a COELBA e a SUCAB foi aditado em mais seis meses visando possibilitar a descaracterização das lâmpadas fluorescentes ainda em 2010.

Todo resíduo coletado é doado para cooperativas da região metropolitana, beneficiando centenas de famílias que têm na reciclagem seu único meio de emprego e renda.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PORQUE PRESERVAR OS MANGUEZAIS???????

Os manguezais desempenham importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.
Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.
A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinocultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível. 

O desmatamento  causa impactos drásticos e permanentes sobre o meio físico, geológico, biótico e antrópico, em escala local e regional.
No meio físico a alteração das propriedades da água do mar nas proximidades do estuário e da baia (aumento da turbidez da água do mar na zona costeira).No meio geológico a Alteração da dinâmica de transporte de sedimentos costeiros (aterros/assoreamento).No meio biótico Centenas de espécies usam o manguezal como berçário, ou seja como local de abrigo para suas formas jovens. Entre estas, estão inúmeras espécies de importância sócio-econômica (espécies de camarão, caranguejo, guaiamum, peixes, ostras) e várias espécies ameaçadas de extinção. Exemplos: pitu (Macrobrachium carcinus) e mero (Epinephelus itajara).
Nas funções ecológicas do mangue Ressaltamos a produção de plâncton nos manguezais e a função do manguezal como “filtro biológico”, retendo matéria orgânica e poluentes, como metais pesados. A destruição dos manguezais acarretará na liberação destas substâncias tóxicas no mar da zona costeira, com consequências drásticas e incalculáveis para o meio ambiente, por exemplo para os recifes de corais de algumas regiões. No meio antrópico Haverá um forte impacto direto sobre a população ribeirinha local que vive da exploração sustentável do mangue e da pesca.

Desta forma nossa equipe tem buscado de maneira incesante através da Educação ambiental mostrar as comunidades, alternativas de sobrevivência sem degradar este ecossistema tão complexo e importante para o planeta.






quarta-feira, 27 de outubro de 2010

LANÇAMENTO DO FILME SOBRE LINHA VERDE NA PRAIA DO FORTE



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O filme Na Sombra da Linha Verde, dirigido por Kaya Verruno, jovem morador da Praia do Forte, foi lançado oficialmente no dia 23/10, sábado, a partir das 19 horas, no espaço cultural do Centro de Visitantes do Projeto na Praia do Forte. Trata-se de um longa metragem – o primeiro da carreira do cineasta - com atuação e participação da comunidade e cenas gravadas na Praia do Forte e na Reserva Sapiranga.

Na Sombra da Linha Verde é uma obra de ficção com mensagem de preservação e conservação da cultura afrobrasileira e de toda a riqueza ambiental do litoral norte da Bahia. “Com o filme, quero também mostrar a beleza dessa região para o resto do Brasil e o mundo”, afirma Kaya Verruno.

Sobre o lançamento oficial acontecer na Praia do Forte, o cineasta explicou: “Quero dividir com toda a comunidade este trabalho que resgata uma grande parte da historia das pessoas desta região”.



segunda-feira, 18 de outubro de 2010

PRESERVAÇÃO DAS TARTARUGAS MARINHAS NO MUNICIPIO DE SÃO FRANCISCO DO CONDE - BA

O presente trabalho começou a ser desenvolvido, após uma mortandade de tartarugas marinhas na comunidade do Caípe de Baixo em São Francisco do Conde - BA. Após o acontecimento foi realizado uma pesquisa com os pescadores e moradores locais, comprovando através de registros fotográficos, que o local é ponto de desovas e frequente aparecimento de tartarugas marinhas.
As tartarugas marinhas sofrem ameaças naturais e ações antrópicas em todos os estágios de seu ciclo de vida. A maioria dos impactos é uma conseqüência do incremento da exploração das regiões costeiras e oceânicas que incluem: alteração nas praias de desova, poluição por derrame de óleo, explosão em alto mar, dragagens, captura incidental em diversas artes de pesca, coleta de ovos e captura ilegal de tartarugas para a venda de produtos e utensílios.
Neste sentido temos desenvolvido um trabalho de educação ambiental para pescadores e marisqueiras da região de maneira a diminuir esse problema ambiental. Além de perspectivas futuras de ações de monitoramento e conservacionismos destes animais em nosso município.