segunda-feira, 8 de novembro de 2010

ASPIRADOR DE PÓ FEITO COM PLÁSTICO ENCONTRADO NO MAR




Cinco aspiradores de pó foram revestidos com plástico coletado nos oceanos da Terra para nos lembrar de um dado importante: a maioria dos resíduos plásticos descartados no mundo vai parar no mar, onde ele é difícil de ser recolhido e reciclado.
Com este problema em mente, várias organizações ambientais que têm sua atenção voltada à vida marinha se uniram à Eletrolux para coletar os diferentes materiais encontrados nas praias e em alto-mar, em diferentes pontos do planeta e criaram o projeto Vac From the Sea(“Aspirador Que Veio Dos Oceanos”, em tradução livre).
O resultado foram 5 aspiradores de pó, cada um revestido com os resíduos plástico de uma região do globo: Mar do Norte, Oceano Índico, Mar Mediterrâneo, Oceano Pacífico e Mar Báltico:
Notem que o revestimento de cada um é bem diferente, pois o tipo de plástico encontrado também varia muito. No Oceano Pacífico, por exemplo, os detritos plásticos foram recolhidos nas praias do Havaí. Por lá, o plástico desbotou e “esfarelou” devido à ação do sol e do sal marinho. Os detritos encontrados eram, principalmente, brancos e azuis porque as cores mais brilhantes geralmente atraem os animais, que os confundem com comida.
Já no do Oceano Índico, o plástico veio principalmente de redes que ficaram presas em corais em alto-mar. O material encontrado foi prensado, cortado em tiras finas brancas e coloridas e fixado na carapaça do aspirador de pó.
Os Vac From The Sea foram feitos com um modelo de aspirador de pó que é produzido com70% de plástico reciclado. Ele não é 100% feito com material reaproveitado porque a Eletrolux alega que falta plástico em terra para tal operação. A empresa irá leiloar um dos aspiradores sustentáveis e investir o dinheiro em pesquisas para diminuir a quantidade de plástico nos oceanos – e aumentar a quantidade de material disponível para reciclagem.

domingo, 7 de novembro de 2010

Programa do Governo do Estado "RECICLE JÁ BAHIA"





Em 1999 o CCAB Coordenação do Centro Administrativo da Bahia criou o Recicla CAB: Programa de Reciclagem de Papel. Em 2007 ele (o programa) foi rebatizado de Recicle Já Bahia e hoje é aplicado em mais de 83 repartições federais e estaduais situadas em Salvador.

Em 17 de dezembro de 2009, iniciou-se a expansão do Programa Recicle Já Bahia aos órgãos públicos da Região Metropolitana de Salvador - RMS com a inserção da Secretaria da Saúde (SESAU) de São Francisco do Conde.

Com apoio de técnicos da Secretaria de Meio Ambiente, Agricultura e Pesca (SEMAAP) e de servidores da SESAU, os cestos azuis foram distribuídos em sete unidades da rede municipal de saúde:

1 - Secretaria Municipal de Saúde (SESAU);

2 - Farmácia Básica;

3 - Centro de Referência de Saúde da Mulher (CRESAM);

4 - Unidade Mista de Saúde Célia Almeida Lima (Hospital);

5 - Vigilância em Saúde;

6 - Posto de Saúde da Família (sede);

7 - Central de Regulação;

Resultados Quantitativos

Nos anos de 2007 a 2009 foram recolhidas pelas oito cooperativas parceiras do Programa, 1.100 toneladas de materiais recicláveis.

A cooperativa CAMAPET foi a que mais recolheu materiais recicláveis das unidades públicas entre janeiro e novembro de 2009, representando 58% de toda a produção. Esse resultado foi possível por ser a única cooperativa que tem caminhão próprio e não depende de terceiros para realizar as coletas programadas.

O CAB continua sendo o principal fornecedor de materiais recicláveis do Programa, representando 50% de toda a produção coletada, como ilustra o gráfico a seguir.

Os papéis e papelões continuam a representar o maior percentual de materiais recolhidos pelo Programa, chegando a 98% do total coletado nos três anos.
Considerando os resultados quantitativos apresentados anteriormente, o Programa apresenta como resultados sócio-ambientais:

- Economia de 5.116 m³ de espaço no aterro Metropolitano Centro;

- Diminuição do corte de 21.740 árvores adultas;

- Economia de 217.400 m³ de água;

- Economia de 128.052 litros de combustível;

- Economia de 2.717.500 kw/h de energia;

- Doação de 1100 toneladas de materiais recicláveis a 08 cooperativas;

Com a ampliação do programa ampliou-se, também, a variedade de resíduos coletados. Hoje temos sob nossa responsabilidade, armazenadas no Horto da SUCAB, aproximadamente 15.000 lâmpadas fluorescentes de descarga queimada e cerca de 17.000 unidades distribuídas nos depósitos de órgãos públicos que participam da coleta seletiva no CAB e em outros bairros de Salvador, totalizando 32.000 unidades aguardando a descaracterização.

O Termo de Cooperação firmado entre a COELBA e a SUCAB foi aditado em mais seis meses visando possibilitar a descaracterização das lâmpadas fluorescentes ainda em 2010.

Todo resíduo coletado é doado para cooperativas da região metropolitana, beneficiando centenas de famílias que têm na reciclagem seu único meio de emprego e renda.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

PORQUE PRESERVAR OS MANGUEZAIS???????

Os manguezais desempenham importante papel como exportador de matéria orgânica para os estuários, contribuindo para a produtividade primária na zona costeira. Por essa razão, constituem-se em ecossistemas complexos e dos mais férteis e diversificados do planeta. A sua biodiversidade faz com que essas áreas se constituam em grandes "berçários" naturais, tanto para as espécies típicas desses ambientes, como para animais, aves, peixes, moluscos e crustáceos, que aqui encontram as condições ideais para reprodução, eclosão, criadouro e abrigo, quer tenham valor ecológico ou econômico.
Com relação à pesca, os manguezais produzem mais de 95% do alimento que o homem captura no mar. Por essa razão, a sua manutenção é vital para a subsistência das comunidades pesqueiras que vivem em seu entorno.
Com relação à dinâmica dos solos, a vegetação dos manguezais serve para fixar os solos, impedindo a erosão e, ao mesmo tempo, estabilizando a linha de costa.
As raízes do mangue funcionam como filtros na retenção dos sedimentos. Constituem ainda importante banco genético para a recuperação de áreas degradadas, por exemplo, como aquelas por metais pesados.
A destruição dos manguezais gera grandes prejuízos, inclusive para economia, direta ou indiretamente, uma vez que são perdidas importantes frações ecológicas desempenhadas por esses ecossistemas. Entre os problemas mais observados destacam-se o desmatamento e o aterro de manguezais para dar lugar a portos, estradas, agricultura, carcinocultura estuarina, invasões urbanas e industriais, derramamento de petróleo, lançamento de esgotos, lixo, poluentes industriais, agrotóxicos, assim como a pesca predatória, onde é muito comum a captura do caranguejo-ucá durante a época de reprodução, ou seja nas "andadas", quando torna-se presa fácil. É preciso conhecer e respeitar os ciclos naturais dos manguezais para que o uso sustentado de seus recursos seja possível. 

O desmatamento  causa impactos drásticos e permanentes sobre o meio físico, geológico, biótico e antrópico, em escala local e regional.
No meio físico a alteração das propriedades da água do mar nas proximidades do estuário e da baia (aumento da turbidez da água do mar na zona costeira).No meio geológico a Alteração da dinâmica de transporte de sedimentos costeiros (aterros/assoreamento).No meio biótico Centenas de espécies usam o manguezal como berçário, ou seja como local de abrigo para suas formas jovens. Entre estas, estão inúmeras espécies de importância sócio-econômica (espécies de camarão, caranguejo, guaiamum, peixes, ostras) e várias espécies ameaçadas de extinção. Exemplos: pitu (Macrobrachium carcinus) e mero (Epinephelus itajara).
Nas funções ecológicas do mangue Ressaltamos a produção de plâncton nos manguezais e a função do manguezal como “filtro biológico”, retendo matéria orgânica e poluentes, como metais pesados. A destruição dos manguezais acarretará na liberação destas substâncias tóxicas no mar da zona costeira, com consequências drásticas e incalculáveis para o meio ambiente, por exemplo para os recifes de corais de algumas regiões. No meio antrópico Haverá um forte impacto direto sobre a população ribeirinha local que vive da exploração sustentável do mangue e da pesca.

Desta forma nossa equipe tem buscado de maneira incesante através da Educação ambiental mostrar as comunidades, alternativas de sobrevivência sem degradar este ecossistema tão complexo e importante para o planeta.






quarta-feira, 27 de outubro de 2010

LANÇAMENTO DO FILME SOBRE LINHA VERDE NA PRAIA DO FORTE



foto

O filme Na Sombra da Linha Verde, dirigido por Kaya Verruno, jovem morador da Praia do Forte, foi lançado oficialmente no dia 23/10, sábado, a partir das 19 horas, no espaço cultural do Centro de Visitantes do Projeto na Praia do Forte. Trata-se de um longa metragem – o primeiro da carreira do cineasta - com atuação e participação da comunidade e cenas gravadas na Praia do Forte e na Reserva Sapiranga.

Na Sombra da Linha Verde é uma obra de ficção com mensagem de preservação e conservação da cultura afrobrasileira e de toda a riqueza ambiental do litoral norte da Bahia. “Com o filme, quero também mostrar a beleza dessa região para o resto do Brasil e o mundo”, afirma Kaya Verruno.

Sobre o lançamento oficial acontecer na Praia do Forte, o cineasta explicou: “Quero dividir com toda a comunidade este trabalho que resgata uma grande parte da historia das pessoas desta região”.